Não
há dúvida alguma que não existe nada de divertido nas enfermidades
ainda que algumas soem cômicas. Elas podem ser tão peculiares que acabam
despertando a curiosidade a seu respeito como você já pode ver no
tópico anterior sobre o assunto, no 10 anomalias mais raras da medicina.
Ao terminar de ler este tópico, você certamente torcerá para que seu
sistema imunológico responda bem a doenças muito curiosas e estranhas.
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Os pacientes que padecem desta doença falam sua língua materna, de forma involuntária, como o faria um estrangeiro, sem nem sequer ter escutado jamais o sotaque em questão. Acredita-se que isto acontece quando as zonas do cérebro com problemas correspondem com as encarregadas da linguagem. Este efeito é inevitável para a própria pessoa e, por seu brusco aparecimento, costuma trazer como conseqüência problemas emocionais relacionados com a perda de identidade pessoal e do sentido de pertencer a uma comunidade.
Ao serem alteradas as zonas do cérebro correspondentes aos padrões de entonação, pronúncia, elaboração e discurso é como se alguém falasse enquanto recebe uma potente anestesia. Assim, não é que a pessoa finja o sotaque, é que simplesmente sai assim, um sotaque estranho que não se parece com nada, mas ao final muito estranho.
As pessoas que padecem da síndrome não sentem uma relação emocional entre a imagem que vêem e a pessoa que recordam, muitas vezes aceitam viver com os "impostores" sabendo secretamente que não são quem dizem ser. Em alguns casos não se reconhecem no espelho e se sentem tão perturbados ao ver o próprio reflexo que retiram todos os espelhos da casa.
Existem também casos de pacientes que têm a convicção de que seu animal de estimação, carro, cadeira, etc. foram trocados por uma réplica exata. O nome é uma homenagem ao psiquiatra francês Jean Marie Joseph Capgras, que estudou a doença a fundo e afirmou que o mal está relacionada com um dano cerebral, desordens psicóticas e vários problemas neurológicos que interferem na capacidade de reconhecimento do cérebro.
Esta síndrome costuma ser temporária e vem associada a uma grande enxaqueca. Lewis Carrol sofria de episódios desta doença, pelo que é possível que simplesmente descrevesse sua experiência na personagem criada por ela, Alice.
Há muitos coreanos que passam a vida esticando seu pênis com medo de morrer (desculpas, desculpas). Pode ser contagioso como o surto de 1967 na Cingapura, quando milhares de homens chegaram a pensar que seus pênis tinham sido roubados. Pensa-se que é tão somente uma reação extrema à natural retração do pênis pelo frio ou outras causas. A síndrome é tratada com medicamentos para controlar a ansiedade.
Costuma ser um comportamento inofensivo e desaparece ao abandonar a cidade. A exceção mais importante ocorreu em agosto de 1969, quando um turista australiano, Michael ram, colocou fogo numa mesquita, convencido de que era "o emissário de Deus".
Os sintomas vão desde inofensivas tonturas até a psicose total, e pode ser causado por obras de arte famosas, áreas naturais formosas ou inclusive cidades inteiras.
Foi detectada pela primeira vez por Stendhal, durante seu passeio por Florência em 1817. Após observar por muito tempo alguns afrescos, descreveu sua experiência como: "Absorto na contemplação de tão sublime beleza, atingi o ponto no qual me deparei com sensações celestiais. Tive palpitações, minha vida parecia estar sendo drenada...".
Um caso famoso da síndrome Cotard descreve uma mulher que estava tão convencida de sua morte que fazia questão de vestir um sudário e dormia num caixão. Pediu para ser enterrada e como seus familiares se negaram, permaneceu em seu caixão até que faleceu algumas semanas depois. Há outro caso de um homem que depois de um grave acidente pensou que já estava morto, e quando o transladaram a sua cidade natal, na África, pensou que estavam levando-o para o inferno, pelo calor que ali fazia.
O paciente da síndrome pode sentir a mão, mas pode achar que não é parte de seu corpo e que não possui controle sobre seus movimentos (inclusive não é consciente do que sua mão realiza até que chama sua atenção). A única solução é mantê-la ocupada, por exemplo sustentando algo - mas melhor que não seja o pescoço. Ainda que possa parecer cômico a princípio, esta desordem é perigosa em muitos casos. São conhecidos depoimentos de pessoas que foram quase estranguladas por suas próprias mãos, ou receberam cortes de faca enquanto preparavam o jantar.
As rejeições por parte do objeto são interpretadas como evidências de amor para a paciente (conduta paradoxal). A pessoa sujeito pode chegar a acreditar que a outra pessoa está se comunicando em segredo com ela mediante sutis métodos como a postura do corpo, a disposição dos objetos da casa e outros atos aparentemente inócuos.
O objeto da ilusão tem, geralmente, pouco ou nenhum contato com o erotômano, que com freqüência pensa que a outra pessoa é quem iniciou a relação fictícia. Em certas ocasiões, o objeto da ilusão pode não existir na realidade, ainda que pelo geral costumam ser pessoas que aparecem nos meios de comunicação, como cantores, atores e políticos. A tentativa de assassinato de Ronald Reagan por parte de John Hinckley Jr. foi considerado como sendo uma ilusão erotomaníaca segundo a qual a morte do presidente causaria que a atriz Jodie Foster declarasse publicamente seu amor a Hinckley. É conhecido também como "Síndrome de Clerambault", após este psiquiatra em 1921 descrever vários casos desta doença.
A Pica afeta pessoas de todas as idades e é particularmente comum em mulheres grávidas e crianças, especialmente aquelas de zonas carentes que padecem de desnutrição.
Também afeta a pessoas mentalmente doentes, nos quais é especialmente perigoso porque tratam inclusive de ingerir objetos afiados (acufagia). Os riscos mais graves desta desordem são as obstruções gastro-intestinais ou rompimentos no estômago.
Ana Bolena, a azarada segunda esposa do rei Enrique VIII era chamada de bruxa devido a seu dedo extra. Segundo o Livro Guinness o recorde é ostentado por dois irmãos hindus, Tribhuwan e Triloki Yadav, que têm 6 dedos em cada mão e 6 dedos em cada pé.
O sinestésico pode perceber cada letra do alfabeto como uma cor diferente ou podem ter aromas individuais para cada ano do calendário.
Artistas famosos como Kandinsky ou Richard James da Aphex Twin sofrem deste transtorno. Por incrível que pareça, 1 da cada 23 pessoas padece de sinestesia, e apesar de ser hereditária, também se pode ser contraída por sobredoses de drogas psicodélicas ou em conseqüência de uma apoplexia.
Este fenômeno, denominado "bloqueio emocional" pode ter, segundo os pesquisadores, um valor evolutivo. Desde o ponto de vista da sobrevivência, faz que as pessoas se foquem nos sinais físicos de perigo ou nas possibilidades de reprodução, enquanto filtra a informação emocional.
O bloqueio emocional indubitavelmente funcionou para os homens das cavernas, que nunca souberam quando se encontrariam com um tigre dentes de sabre. Agora, por sua vez, podemos falar da capacidade que têm as peças de publicidade com apelo sexual de distrair os motoristas na rua, por exemplo, se tornando uma ameaça para a saúde.
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