Seguidores

sábado, 11 de agosto de 2012

FUNÇÕES EXECUTIVAS


Funções Executivas 

  Visão geral
Nós, seres humanos, desenvolvemos a capacidade de enfrentar desafios e de alcançar metas através do uso de funções cognitivas de alto nível, chamadas de funções executivas. Estas funções podem ser vistas como um conjunto de múltiplos processos cognitivos que atuam de forma coordenada para direcionar a nossa percepção, emoção, cognição e função motora.
São elas que nos ajudam a planejar e a decidir quais tarefas devemos prestar atenção e quais delas iremos realizar. Também são responsáveis pela habilidade de direcionarmos o nosso comportamento de maneira organizada, estratégica e autorregulada.

Funções executivas e desenvolvimento cerebral
O lobo frontal é o último a se desenvolver completamente no final da adolescência e gerencia as informações e comportamentos de outras regiões cerebrais.
As habilidades executivas começam o seu desenvolvimento ainda na infância e continuam a se desenvolver durante a adolescência e início da vida adulta.

Habilidades envolvidas nas funções executivas
- Para atingir metas ou resolver problemas:

Planejamento: a habilidade de criar um plano para alcançar um objetivo ou completar uma tarefa.

Organização: a habilidade de criar e manter o controle de informações e materiais.

Gerenciamento do tempo: a capacidade de estimar o tempo disponível, como melhor aproveitá-lo e como se manter dentro do cronograma.

Memória de trabalho: a habilidade de guardar a informação na mente enquanto desempenha tarefas complexas.

Metacognição: a habilidade de se observar, se monitorar e de se autoavaliar.

Para guiar nosso comportamento durante o processo:

Inibição da resposta: a capacidade de pensar antes de agir.

Controle emocional (autorregulação): a habilidade de gerir as emoções com o objetivo de atingir metas ou controlar o comportamento.

Atenção sustentada: a capacidade de se manter em uma atividade apesar do cansaço e de distrações.

Iniciar a tarefa: a habilidade de começar uma atividade sem adiá-la.

Flexibilidade: a habilidade de revisar os planos em face de obstáculos, novas informações ou erros.
Persistência em direção à meta: a capacidade de seguir até a conclusão de um objetivo.

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.
Referência:
Dawson P.; Guare R.  Executive skills in children and adolescents: a practical guide to assessment and intervention. New York: Guilford Press, 2010.
Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte


Brasil é 35º em lista de atendimento médico infantil



ONG diz que são necessários mais 3,5 milhões de trabalhadores de saúde no mundo (Foto reprodução BBC)
Foto ilustrando Brasil é 35º em lista de atendimento médico infantil

O Brasil ocupa a 35ª posição em um ranking de atendimento médico infantil compilado pela ONG internacional Save the Children em 161 países.
É a primeira vez que a organização lista os países em que crianças doentes recebem o melhor tratamento, com Suíça, Finlândia, Irlanda e Noruega no topo do ranking e Etiópia, Laos, Chade e Somália nos últimos lugares.
O índice levou em conta a proporção de funcionários do setor de saúde em relação à população, seu alcance e impacto, além do número de crianças vacinadas e de mães que têm acesso a cuidados emergenciais durante o parto.
Na América Latina, o Brasil ficou atrás apenas de Cuba (8º) e Uruguai (31º), mas bem à frente de países como México (65º), Argentina (77º) e Chile (80º).
Sobrevivência
Segundo a análise dos dados, as crianças que vivem nos países que ocupam as últimas 20 posições na lista têm cinco vezes mais chance de morrer que aquelas que vivem em países no alto do ranking.
“A sobrevivência de uma criança depende de onde ela nasce no mundo. Nenhuma mãe deveria ter de ver seu filho ficar doente e morrer sem poder fazer nada, simplesmente porque não há ninguém treinado para ajudar”, disse Ben Phillips, da Save the Children.
Segundo a ONG, em todo o mundo seriam necessários mais 3,5 milhões de médicos, enfermeiros e parteiras.
“Líderes mundiais têm de lidar com a escassez de trabalhadores do setor de saúde e perceber que a falta de investimento nisso vai custar vidas. Mesmo os países mais pobres da África podem fazer um progresso real se cumprirem a promessa de investir 15% de seus orçamentos em saúde.”

Ranking de atendimento médico infantil

  1. Suíça
  2. Finlândia
  3. Irlanda
  4. Noruega
  5. Bielorússia
  6. Dinamarca
  7. Suécia
  8. Cuba
  9. Uzbequistão
  10. 10. Alemanha
  11. 157. Nigéria
  12. 158. Etiópia
  13. 159. Laos
  14. 160. Somália
  15. 161. Chade
Fonte: Save the Children

Como ajudar crianças superar atitudes negativas


Como ajudar crianças superar atitudes negativas





Como ajudar crianças superar atitudes negativasSe você pensa que é fácil a vida das crianças, só porque não precisam ter responsabilidades, está enganado. Na escola, elas experimentam rejeição constante de alguns colegas e levam essa experiência negativa, para diversas situações da vida. Sem contar que, muitas vezes, precisam enfrentar a incompreensão de alguns professores.
Por conta disso, as crianças podem ter dias tão ruins, quanto o de adultos. Pode estar mal humoradas e responder grosseiramente. É importante que antes de você tomar uma atitude mais severa, aceite a possibilidade de ela estar enfrentando uma situação adversa. Analisando seu comportamento, você descobrirá.
Vale considerar também que você pode ser responsável pela situação. Talvez tenha causado uma aflição em seu filho ou filha, mesmo sem querer. Ela pode estar com raiva, desejando que você fique distante. Descubra se é isso e dá um tempo. Raiva de criança passa rápido
.
Algumas sugestões para ajudar as crianças

1. Sente-se junto com sua criança e leia um livro. Toda as crianças gostam de ouvir uma boa história.
2. Faça um passeio surpresa com seus filhos. Andar ao ar livre faz com que todos se sintam bem. É bom para o cérebro
3. Coloque uma música agradável e deixe-a tocando. Se necessário, dancem juntos.
4. Chame os avôs e deixe-os mostrar seu amor incondicional.
5. Diga a sua criança que você é feliz por tê-la e que a ama muito.
6. Faça o bolo ou os biscoitos que ela mais gosta. Sente-se com ela à mesa e comam juntos. Se ela rejeitar sua tentativa, tente outras ou então se afaste e deixe-a só. O tempo cura tudo.
7. Peça-a para convidar seus colegas e acompanhe-os ao parque. Brinque com eles. Vão se surpreender e rir de você.
8. Ir ao cinema também é uma boa opção. Se não tiver cinema em sua cidade, alugue um vídeo.
9. Façam atividades artísticas juntos.

É bem provável que agindo assim não precisará de punição, como proibir de ver televisão ou enviá-los para o quarto.




TERMOS PIAGETIANOS

Abertura: realização das possibilidades operativas de uma estrutura de comportamento (verbal, motora e mental). -

 Acomodação: reestruturação dos esquemas de assimilação. O novo conhecimento representa a acomodação. - 

Adaptação: movimento de equilíbrio contínuo entre a assimilação e a acomodação. O indivíduo modifica o meio e é também modificado por ele. - 

Animismo: concepção de objetos inanimados com vida ou intencionalidade. Por exemplo: quando a criança diz que “o carro do papai foi dormir na garagem”. - 

Aprendizagem: modificação da experiência resultante do comportamento. No sentido restrito (específico) aprender que alguma coisa se chama "lua", "macaco". No sentido amplo "aprender a estruturar todos os objetos no universo em sistemas hierárquicos de classificação" (Kamii, 1991: 22). É desenvolvimento. - 

Assimilação: incorporação da realidade aos esquemas de ação do indivíduo ou o processo em que o indivíduo transforma o meio para satisfação de suas necessidades. O conhecido (conhecimento anterior) representa a assimilação. Só há aprendizagem quando os esquemas de assimilação sofrem acomodação. Assimilação e acomodação são processos indissociáveis e complementares. - 

Auto-regulação: características que as estruturas tem de se ordenarem e organizarem a si mesmas. - 

Causalidade: interação entre objetos. Como vínculo causal - é afirmar a relação entre antecedente e conseqüente como necessária (dado A . B é inevitável, não pode deixar de ser). Como uma espécie particular de síntese, constituindo no fato de que a alguma coisa A, outra coisa completamente diferente, B, liga-se seguindo uma regra (no sentido lógico-matemático). -

 Centração: fixação da atenção em um só aspecto da totalidade, isto é, do objeto ou da situação (Ramozzi-Chiarottino, 1988: 37-43). -

 Cibernética: a ciência e a arte da auto-regulação. -

 Condutismo, culturalismo ou behaviorismo: teoria psicológica que sustenta que o desenvolvimento do comportamento humano é determinado pelas condições do meio em que o organismo está inserido. Esta teoria valoriza o meio ou a aprendizagem por condicionamento; -

 Conservação: uma invariante que permite a formação de novas estruturas. "A invariância é a conservação. A estrutura é apenas um patamar: o funcionamento levará à formação de novas estruturas" (Lima, 1980: 56) Pode ser observada na área: Lógico-matemática: conservação dos números, etc. Físicas: Substância, peso, volume, etc. Espaciais: Medida, área, etc. -

 Construtivismo: o desenvolvimento da inteligência é como se fosse uma construção realizada pelo indivíduo. "refere-se ao processo pelo qual o indivíduo desenvolve sua própria inteligência adaptativa e seu próprio conhecimento" (Kamii, 1991: 21). "um construtivismo, com a elaboração contínua de operações e de novas estruturas. O problema consiste, pois, em compreender como se efetuam tais criações e por que, ainda que resultem construções não-pré-determinadas, elas podem acabar por se tornarem lógicamente necessárias" (Piaget apud Piattelli-Palmarini, 1983: 39). ... "é de natureza construtivista, isto é, sem pré-formação exógena (empirismo) ou endógena (inatismo) por contínuas ultrapassagens das elaborações sucessivas, o que do ponto de vista pedagógico leva incontestavelmente a dar ênfase nas atividades que favoreçam a espontaneidade na criança" (Piaget, 1908) - Construtivismo seqüencial: o desenvolvimento da inteligência faz-se por complexidade crescente, onde um estágio (nível) é resultante de outro anterior. -

 Desequilíbrio: é a ruptura do estado de equilíbrio do organismo e provoca a busca no sentido de condutas mais adaptadas ou adaptativas. Assim, educar seria propiciar situações (atividades) adequadas aos estágios de desenvolvimento, como também, provocadoras de conflito cognitivo, para novas adaptações (atividades de assimilação e acomodação). O que vale também simplesmente dizer que educar é desequilibrar o organismo (indivíduo). - 

Desenvolvimento: é o processo que busca atingir formas de equilíbrio cada vez melhores ou, em outras palavras, é um processo de equilibração sucessiva que tende a uma forma final, ou seja, a aquisição do pensamento operatório formal. Pode-se dizer ainda que é a construção de estruturas ou estratégias de comportamento. Gira em torno da atividade do organismo que pode ser motora, verbal e mental. É a evolução do indivíduo. - 

Dinâmica de grupo: "A expressão 'dinâmica de grupo' refere-se a vários tipos de atividades exercidas por treinadores sobre grupos humanos" (Lima, 1980: 73). - Epistemologia: (epistemo = conhecimento; e logia = estudo) estudo do conhecimento. - 

Epistemologia genética: estudo de como se passa de um conhecimento para outro conhecimento superior. 

- Equilibração: concepção global do processo de desenvolvimento e de seus resultados estruturais sucessivos. O processo de equilibração define as regras de transição que dirigem o movimento de um estágio a outro dentro do desenvolvimento (Azenha, 1993). Ou refere-se ao processo regulador interno de diferenciação e coordenação que tende sempre para uma melhor adaptação (Kamii, 1991: 30). - 

Equilibração majorante: mecanismo de evolução ou desenvolvimento do organismo. É o aumento do conhecimento. - 

Esquema: modelo de atividade que o organismo utiliza para incorporar o meio. -

 Estágios: patamares de desenvolvimento que se dá por sucessão. - 

Estrutura: um conjunto de elementos que se relacionam entre si. A modificação de um gera a modificação do outro. Ou ainda, "é um conjunto de elementos relacionados entre si de tal forma que não se podem definir ou caracterizar os elementos independentemente destas relações" (Ramozzi-Chiarottino, 1988: 13). -

 Evolução: processo de organização em níveis progressivamente superiores. - 

Experiência: contato do organismo com a realidade ou a interação do sujeito com o objeto. -

 Função semiótica: capacidade que o indivíduo tem de gerar imagens mentais de objetos ou ações. "A função semiótica começa pela manipulação imitativa do objeto e prossegue na imitação interior ou diferida (imagem mental), na ausência do objeto. É a função semiótica que permite o pensamento". (Lima, 1980: 102) - 

Funcionamento: capacidade que o organismo tem de adquirir determinada ordem na maneira de agir. - 

Imagem mental: é um produto da interiorização dos atos de inteligência. Constitui num decalque, não do próprio objeto, mas das acomodações próprias da ação que incidem sobre o objeto. Cópia do objeto realizada através do sensório-motor. É a imagem criada na mente de um objeto ou ação distante. - 

Inatismo: teoria psicológica que sustenta que o desenvolvimento do comportamento humano dá-se a partir de condições internas do próprio organismo, como se este já trouxesse dentro de si as possibilidades de seu desenvolvimento. Esta teoria valoriza a maturação do organismo; -

 Inovação: reorganização em nível superior. - 

Inteligência: capacidade de adaptação do organismo a uma situação nova. Ou, "a inteligência é uma adaptação" (Piaget, 1982). Ou, "dizer que a inteligência é um caso particular da adaptação biológica é, pois, supor que ela é essencialmente uma organização e que sua função é a de estruturar o universo como o organismo estrutura o meio imediato" (Piaget, 1982). -

 Interacionismo: teoria psicológica que sustenta que o desenvolvimento do comportamento humano é uma construção resultante da relação do organismo com o meio em que está inserido. Esta teoria valoriza igualmente o organismo e o meio. -

 Interesse: sintoma da necessidade. - 

Intuição: é uma representação construída por meio de percepções interiorizadas e fixas e não chega ainda ao nível da operação. Ou, é um pensamento imaginado... incide sobre as configurações de conjunto e não mais sobre simples coleções sincréticas simbolizados por exemplares tipos. - Jogo simbólico: reprodução de situações já vividas pelo indivíduo através de imagens mentais. (no jogo simbólico) "a representação é nítida e o significante diferenciado pode ser um gesto imitativo, porém acompanhado de objetos que vão se tornando simbólicos" (Piaget, Inhelder, 1989: 48). - 

Liberdade: estado de pleno funcionamento do organismo. - 

Liderança: permissão dada pelo grupo para que cada um de seus componentes utilize suas aptidões para comandar este grupo, quando a situação exigir, e ele seja o mais indicado para tal situação. - 

Logicização: processo de transformar o pensamento simbólico e intuitivo em pensamento operatório. - 

Microssociologia: área de estudo das relações de interação, de um indivíduo com os outros. - 

Motivação: sentimento de uma necessidade. - 

Necessidade: desequilíbrio na organização interna do organismo. - 

Nominalismo: "convicção de que os nomes (palavras) estão ligados, essencialmente, às coisas (pensamento pré-lógico)" (Lima, 1980: 134). -

 Operação: "ação interiorizada que alcançou as características do 'grupo' matemático (reversibilidade, associatividade, identidade, tautologia, etc.), devendo-se notar que o nível operatório é alcançado mediante reconstruções sucessivas de complexidade crescente (equilibração majorante)" (Lima, 1980: 151). "As operações (...) são as ações escolhidas entre as mais gerais (...) interiorizáveis e reversíveis. Nunca isoladas, porém coordenáveis em sistemas de conjunto. Também não são próprias deste ou daquele indivíduo, são comuns a todos os indivíduos do mesmo nível mental e intervém não apenas nos raciocínios privados, senão também nas trocas cognitivas, visto que estas constituem ainda em reunir informações, colocá-las em relação ou correspondência, introduzir reciprocidade, o que volta a construir operações isomorfas às das que se serve cada indivíduo para si mesmo" (Piaget, Inhelder, 1989: 82). -

 Pensamento: interiorização da ação. -

 Permanência do objeto: quando o indivíduo pode conceber o objeto mesmo estando fora de seu alcance de visão. -

 Psicologia genética: estudo dos problemas psicológicos do ponto de vista do conhecimento. - 

Reação circular: ação qualquer que a criança executa por acaso provocando uma satisfação e, por isso, reproduz esta mesma ação. -

 Realismo: explicação que afirma a relação necessária entre o pensamento e a realidade. - 

Reversibilidade: quando a operação deixa de ter um sentido unidirecional. A reversibilidade seria a capacidade de voltar, de retorno ao ponto de partida. Aparece portanto como uma propriedade das ações do sujeito, possível de se exercerem em pensamento ou interiormente. Lembramos que as operações nunca têm um sentido unidirecional; são reversíveis. 

 Revolução: salto de uma estrutura para outra. - Revolução copernicana do eu: no desenvolvimento mental da criança o eu deixa de ser o centro referencial da ação e do pensamento para colocar-se como um indivíduo entre os demais. -

 Socialização: a combinação de indivíduos para formarem estruturas sociais ou um fenômeno de combinação de novas formas de relações individuais. 

 Transformação: processo pelo qual as estruturas se constroem a partir dos elementos que as constituem.

FONTE http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/per09a.htm

Desenvolvimento tardio da fala e da linguagem




Seu filho já tem dois anos e ainda não fala? Diz umas poucas palavras, mas você acredita que ele esteja atrasado em relação às outras crianças da mesma idade? O que fazer? Procurar orientação especializada ou simplesmente aguardar?
Saber o que é normal e o que não é normal no desenvolvimento da fala e da linguagem pode ajudá-lo a entender se há motivo para preocupação ou se seu filho apresenta um desenvolvimento adequado.
Neste sentido, é importante conversar sobre o desenvolvimento da fala e da linguagem com um profissional especializado.
Alguns indicadores do desenvolvimento da Fala e da Linguagem:
Até 1 ano:
Nos primeiros 6 meses o bebê emite vocalizações e sons guturais.
Dos 6 aos 8 meses o bebê apresenta balbucio repetitivo e a imitação da entonação.
Em torno dos 12 meses iniciam-se as primeiras verbalizações com significado.

Com 1 ano: 

A criança conhece seu nome; Diz 2 a 3 palavras além de “mama” e “papa”; Imita palavras familiares; Compreende ordens simples; Reconhece as palavras como símbolos para objetos.

Entre 1 e 2 anos:
Aos 18 meses a criança pode apresentar um vocabulário com 50 palavras. Entre 18 e 24 meses seu vocabulário se amplia e se aproxima de 200 palavras.
Compreende a palavra “não”; Combina duas palavras; Reproduz o som de animais conhecidos; Aponta figuras de um livro quando nomeadas; Segue comandos simples.

Entre 2 e 3 anos:
Usa sentenças curtas, de 3 a 4 vocábulos; nomeia figuras e objetos comuns; Identifica partes do corpo; Apresenta um vocabulário de 450 palavras; Combina nomes e verbos; Conversa com outras crianças assim como com adultos; Aprecia ouvir a mesma história várias vezes.

Entre 3 e 4 anos:

Nessa fase a criança possui um vocabulário de aproximadamente 1.000 palavras; já compreende ordens mais longas, conversas, histórias e músicas; sua fala é mais fácil de ser compreendida por pessoas de fora de sua convivência; se comunica por sentenças simples de 4 a 5 palavras; relata experiências pessoais, ainda sem muitos detalhes.

Entre 4 e 5 anos:

Seu vocabulário aumenta para 1.500 palavras; compreende questões mais complexas; consegue usar o tempo verbal no passado; é capaz de definir algumas palavras; sabe listar ítens que pertençam a mesma categoria, tais como animais, carros etc; explica como realizar algumas atividades, tais como pintar.

Entre 5 e 6 anos:
A criança nessa idade apresenta as habilidades de linguagem bem desenvolvidas; aprende palavras mais especializadas de seu centro de interesse; expande sua habilidade em compreender fenômenos explicados verbalmente; pronuncia todos os sons da língua com clareza; elabora sentenças mais complexas e gramaticalmente corretas; apresenta um bom vocabulário que está em contínuo crescimento; é capaz de iniciar conversação e sabe esperar sua vez de falar quando em grupo.

Distinção entre Fala e Linguagem
  • A fala é a expressão verbal da linguagem e envolve a articulação dos sons para a produção de palavras.
  • A linguagem é muito mais ampla e se refere a todo o sistema de expressão e recepção da informação. Consiste em compreender e ser compreendido por meio da comunicação verbal, não verbal e escrita.
Apesar dos problemas de fala e de linguagem serem diferentes, com freqüência eles se superpõem.
Uma criança com dificuldades de linguagem pode pronunciar as palavras corretamente, mas não ser capaz de unir mais de duas palavras. Por outro lado, talvez seja difícil compreender a fala de uma outra criança, apesar dela utilizar palavras e frases para expressar suas ideias. É possível ainda encontrar uma terceira criança que fale corretamente, mas tenha dificuldades para seguir instruções.
Desvios na Fala e na Linguagem – alguns sinais
O bebê que não responde aos sons e que não vocaliza é motivo de inquietação.
Entre os 12 e os 24 meses de idade, requer atenção a criança que tem os seguintes comportamentos:
  • não utiliza gestos, como apontar ou saudar com as mãos aos 12 meses;
  • prefere se comunicar através de gestos em vez de vocalizar aos 18 meses;
  • apresenta problemas para imitar sons aos 18 meses.
Solicite uma avaliação ao fonoaudiólogo se seu filho tem 2 anos apresenta as seguintes características:
  • só pode imitar a fala ou as ações e não pronuncia palavras ou frases de forma espontânea;
  • só emite alguns sons ou diz algumas palavras de forma repetitiva e não pode utilizar a linguagem oral para se comunicar além de suas necessidades imediatas;
  • não consegue seguir instruções;
  • tem um tom de voz fora do comum (muito agudizada, nasalizada ou agravada);
  • dificuldade em compreender o que a criança diz maior que a esperada para a sua idade.
Causas dos atrasos na Fala e na Linguagem
Os atrasos no desenvolvimento da fala e da linguagem podem ser atribuídos a muitas causas:

Orgânicas e/ou corticais: alterações nos órgãos fonadores, da audição e no processamento da linguagem no córtex cerebral;


Cognitivas: dificuldades intelectuais que podem dificultar a comunicação oral;Psicológicas: problemas emocionais não favorecem o desenvolvimento da linguagem;


Sócio-culturais: ambiente pouco estimulante e sem bons exemplos de fala.

Avaliação Fonoaudiológica
Ao realizar uma avaliação, o fonoaudiólogo observará as habilidades de fala e de linguagem de seu filho dentro de um contexto do desenvolvimento global. O fonoaudiólogo utilizará provas e escalas, assim como os seus conhecimentos sobre as alterações no desenvolvimento da fala e da linguagem apresentados pela criança, tais como:
  • o que seu filho compreende (denominado “linguagem receptiva”);
  • o que seu filho consegue expressar (denominado “linguagem expressiva”);
  • se seu filho tenta se comunicar de outras maneiras, como apontar, mover a cabeça, realizar gestos, etc;
  • a motricidade orofacial de seu filho (de que maneira os órgãos orofaciais funcionam para falar, respirar, mastigar e engolir).
Se o fonoaudiólogo determinar que seu filho necessita de terapia, sua participação será muito importante. Você pode ser convidado a observar as sessões de terapia e a aprender de que maneira pode trabalhar com seu filho em casa para melhorar suas habilidades de fala e linguagem.
É possível ainda que o resultado da avaliação fonoaudiológica da fala e da linguagem simplesmente indique que suas expectativas são demasiado elevadas. Uma orientação sobre as etapas do desenvolvimento da fala e da linguagem podem ajudá-lo a ver seu filho de forma mais realista.
O que os pais podem fazer
O desenvolvimento da fala se deve tanto às características naturais como à estimulação recebida. A conformação genética de uma criança determinará, em parte, sua inteligência e seu desenvolvimento da fala e da linguagem. No entanto, uma grande parte depende do ambiente onde vive a criança. Ela recebe a estimulação adequada em sua casa ou na creche? Existem oportunidades de participação ou de intercambio de comunicação?
Quando você compreende melhor as dificuldades de seu filho, pode aprender muitas maneiras de estimulá-lo.
Algumas sugestões para por em prática:
  • Passe muito tempo se comunicando com seu filho.
  • Leia para ele.
  • Aproveite as situações do dia a dia.
Lembre-se: Quando existem problemas de fala, de linguagem, de audição ou de desenvolvimento, a melhor maneira de ajudar seu filho é reconhecer e tratar estas dificuldades precocemente. Com a terapia adequada, no momento indicado, seu filho poderá se comunicar melhor com você e com as outras pessoas com as quais convive.

Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte

Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.

O cérebro pode inverter letras e palavras refletidas em um espelho




A maioria das pessoas pode ler devagar e com esforço textos refletidos no espelho, mas uma equipe de cientistas do Centro Basco de Cognição, Cérebro e Linguagem demonstrou pela primeira vez, que podemos girar mentalmente essas imagens e entende-las de forma automática e inconsciente durante alguns instantes.
“Em um período muito inicial do processamento, entre os 150 e os 250 milissegundos, o sistema visual gira completamente as palavras refletidas no espelho e as reconhece”, explica Jon Andoni Duñabeitia, principal autor da pesquisa, “mas então o cérebro imediatamente detecta que esta não é a ordem correta e “se lembra” que não deve processá-las deste modo.”
Para o estudo, publicado na revista NeuroImage, os pesquisadores monitoraram com eletrodos a atividade cerebral de 27 participantes enquanto eles realizavam dois experimentos em frente a uma tela de computador.
No primeiro, entre outras informações, foram apresentadas palavras com algumas letras invertidas por 50 milissegundos (um flash imperceptível, mas que é processado pelo cérebro) e, no segundo experimento, a palavra inteira estava invertida (por exemplo, OVITOM ao invés de MOTIVO).
Os resultados do EEG revelaram em ambos os casos que, entre os 150 e os 250 milésimos de segundo, a resposta cerebral depois de ver as palavras refletidas como em um espelho era a mesma que quando lidas do modo normal.
Uma melhor compreensão da dislexia
“Estes resultados abrem um novo campo no estudo dos efeitos da rotação involuntária de letras e palavras em indivíduos com dificuldades associadas a leitura (dislexia) ou a escrita (disgrafia)”, disse Duñabeitia.
O investigador tranquiliza os pais se preocupam quando os filhos começam a escrever invertendo as letras: “. É a conseqüência direta da propriedade de rotação em espelho do sistema visual”. De fato é comum que as crianças  comecem a escrever assim até que aprendam as formas “canônicas” na escola.
“Agora sabemos que inverter as letras não é um problema exclusivo de alguns disléxicos, uma vez que toda pessoa faz isso de modo natural e inconsciente, mas temos que entender porque os leitores normais podem inibi-lo e algumas pessoas com dificuldades de leitura e escrita não, confundindo o ‘b’ com o ‘d’, por exemplo “, explica Duñabeitia.
A comunidade científica entretanto ainda não descobriu como a leitura, uma habilidade aprendida relativamente tarde no desenvolvimento humano, pode inibir a rotação mental no espelho, uma habilidade visual comum em muitos animais.
“Um tigre é um tigre tanto lado direito como do lado esquerdo, mas uma palavra escrita de modo espelhado perde o seu significado, embora agora já sabemos que não é tão incompreensível para o nosso sistema visual, porque ele é capaz de processá-la como se estivesse correta”, conclui o pesquisador.
Referência:
Jon Andoni Duñabeitia, Nicola Manuel Molinaro e Carreiras. “Através do espelho: a leitura Mirror”. NeuroImage 54 (4): 3.            004-3.009      , fevereiro de 2011. Doi: 10.1016/j.neuroimage.2010.10.079.
Traduzido do site: www.agenciasinc.es/esl/Noticias/El-cerebro-frente-a-las-palabras-del-espejo em 30 março 2011 12:13
Atenção: Os documentos eletrônicos aqui publicados são propriedade intelectual de Lilian Kotujansky Forte e de Cecília Schapiro Bursztyn ou de outros contribuintes individuais para o site. Você pode se referir às informações e citações dos artigos deste site, desde que inclua as referências e o link que permitam ao leitor de seu artigo localizar a obra original aqui.
Autoria do texto: Lilian Kotujansky Forte


Borderline



Borderline é um transtorno de personalidade que traz sérias conseqüências para a pessoa, seus familiares e seus amigos próximos. O termo "fronteiriço" se refere ao limite entre um estado normal e um quase psicótico, assim como às instabilidades de humor.
Não é muito freqüente. Nos USA se considera 2% da população, (mas cuidado, geralmente as estatísticas lá são exageradas). Muito mais freqüente em mulheres do que em homens (por isso a página é escrita no feminino).
 


 
1) Sintomas (claro que nem todas as Borderline tem todos estes sintomas):
  • Medo de abandono: uma necessidade constante, agoniante de nunca se sentirem sozinhas, rejeitadas e sem apoio.
  • Dificuldade de administrar emoções
  • Impulsividade.
  • Instabilidade de humor. As oscilações de humor do DAB ou TAB - Distúrbio ou Transtorno Afetivo Bipolarduram semanas ou meses, mas as Borderline têm oscilações de minutos, horas, dias. Essas oscilações de humor incluem depressões, ataques de ansiedade, irritabilidade, ciúme patológico, hetero- e auto-agressividade. Uma paciente marca a consulta informando que está super deprimida, querendo morrer. No dia seguinte chega à consulta bem humorada, bem vestida, maquiada, vaidosa.
  • Comportamento auto-destrutivo (se machucar, se cortar, se queimar). As portadoras de Borderline dizem que se machucam para satisfazer uma necessidade irresistível de sentir dor. Ou porque a dor no corpo "é melhor que a dor na alma".
  • Tentativas de suicídio, mais freqüentemente as de impulso do que as planejadas.
  • Mudanças de planos profissionais, de círculos de amizade.
  • Problemas de auto-estima. Borderlines se sentem desvalorizadas, incompreendidas, vazias. Não tem uma visão muito objetiva de si mesmos.
  • Muito impulsivas: idealizam pessoas recém conhecidas, se apaixonam e desapaixonam de maneira fulminante.
  • Desenvolvem admiração e desencanto por alguém muito rapidamente. Criam situações idealizadas sem que o parceiro objeto do afeto muitas vezes nem tenha idéia de que o relacionamento era tão profundo assim...
  • Alta sensibilidade a qualquer sensação de rejeição. Pequenas rejeições provocam grandes tempestades emocionais. Uma pequena viagem de negócios do namorado ou marido pode desencadear uma tempestade emocional completamente desproporcional (acusações de rejeição, de abandono, de não se preocupar com as necessidades dela, de egoísmo, traição, etc.).
  • A mistura de idealização por alguém e a extrema sensibilidade às pequenas rejeições que fazem parte de qualquer relacionamento são a receita ideal para relacionamentos conturbados e instáveis, para rompimentos e estabelecimento imediato de novos relacionamentos com as mesmas idealizações.
  • Menos freqüente: episódios psicóticos (se sentirem observadas, perseguidas, assediadas, comentadas).

2) Risco aumentado para:

  • Compras Compulsivas.
  • Sexo de risco.
  • Comer Compulsivo, Bulimia, Anorexia.
  • Depressão.
  • Distúrbios de Ansiedade.
  • Abuso de substâncias.
  • Transtorno Afetivo Bipolar.
  • Outros Transtornos de Personalidade.
  • Violência (não só sexual), abusos e abandono, por causa da impulsividade e da falta de crítica para escolher novos parceiros.

3) A causa provável é uma combinação de:

  • Vivências traumáticas (reais ou imaginadas) na infância, por exemplo abuso psicológico, sexual, negligência, terror psicológico ou físico, separação dos pais, orfandade.
  • Vulnerabilidade individual.
  • Stress ambiental que desencadeia o aparecimento do comportamento Borderline.
Cuidado com conclusões precipitadas do tipo "você foi abusada" ou "você foi aterrorizada".  

4) Evolução:
  • Geralmente começa a se manifestar no final da adolescência e início da vida adulta.
  • Com o passar dos anos existe uma diminuição do número de internações hospitalares e de tentativas de suicídio.
  • Parece piada de mau gosto, mas é uma realidade estatística: a cada tentativa de suicídio que a Borderline sobrevive, diminui a chance de uma nova tentativa.

5) Fatores de bom prognóstico:
  • Bons relacionamentos familiares, sociais, afetivos, profissionais.
  • Participação em atividades comunitárias: igrejas, clubes, associações culturais, artísticas, etc.
  • Baixa ou ausente freqüência de auto-agressão.
  • Baixa ou ausente freqüência de tentativas de suicídio.
  • Ser casada.
  • Ter filhos.
  • Não ser promíscua.
6) Tratamento.

A integração de tratamentos medicamentosos mais psicoterápico trouxe grandes progressos no tratamento do Transtorno Borderline.
  • Medicação:
O tratamento medicamentoso inclui Estabilizadores de Humor (mesmo que não se trate de DAB) pois eles ajudam a conter a impulsividade e as oscilações de humor.
Antidepressivos e Tranqüilizantes não tem a mesma eficácia que teriam em casos de depressões ou ansiedades "puras" mas certamente tem sua utilidade em Borderline.
Embora a medicação seja muito importante, ela é ator coadjuvante. O ator principal no tratamento é a Psicoterapia.
  • Psicoterapia:
Não é uma terapia fácil. O que acontece "na vida real" acontece dentro do consultório: instabilidade, alternância de amor e ódio, idealização e desapontamento com o terapeuta, sedução, impulsividade, etc.
Geralmente no início do tratamento a Psicoterapia é mais Analítica, para que a paciente reconheça o problema, suas causas e as conseqüências na sua vida.
Mais tarde, quando as causas e conseqüências estiverem bem entendidas pela paciente, a Psicoterapia Cognitivo Comportamental (TCC) é mais útil, pois ela ensina a paciente a ter comportamentos alternativos mais saudáveis.
Isso quer dizer o seguinte: o tratamento exige paciência, persistência, disciplina e muito boa vontade.
Pacientes gratos hoje podem se mostrar ingratos amanhã.
Terapeutas que hoje são vistos como atenciosos e dedicados podem ser criticados e vistos como monstros amanhã.